quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Relato na Revista Expressão Digital

 


Sou formado em Técnico em Eletrônica, pela Fundação Liberato, tendo participado de três edições da Mostratec (2004 a 2006) e de três edições da Intel ISEF (2006 a 2008). Na Mostratec desenvolvi os projetos CTPA – Controlador de Temperatura e Peso para Aviários, Aviário Inteligente e Aviário Inteligente II. Já na ISEF, participei com o projeto Intelligent Aviary em 2006, Intelligent Aviary II em 2007 e no Shop Talk 2008.

Na primeira participação, com orientação do Professor Elemar Schneider, tivemos uma grande experiência por ter sido a primeira vez em um evento científico tão grandioso. Um dos maiores obstáculos foi a dificuldade na língua inglesa, o que serviu como aprendizado para um estudo intensivo da mesma. Após a magnífica sensação de participar da maior feira de ciências do mundo, voltando ao Brasil, não tive dúvidas em continuar o projeto e aperfeiçoá-lo ainda mais, preparando-o para novas conquistas. Com a orientação do Professor Hélio Brochier, conquistamos a vaga para mais uma ISEF na Mostratec de 2006. Assim, na Intel Isef 2007, apresentando o Intelligent Aviary II, totalmente em inglês, sem a necessidade de tradutor, com muito mais ênfase no Referencial Teórico que dá suporte a toda pesquisa, e com um foco mais voltado ao lado sustentável e ambiental, conquistamos o terceiro lugar na área de Animal Sciences e uma quantia de US$ 1.000,00 em dinheiro. Este foi definitivamente o momento mais feliz de minha vida. Subir ao palco para ser agraciado com essa conquista foi um reconhecimento de vários anos de dedicação, esforço, humildade e muita pesquisa. Poder representar o Brasil na ISEF e ainda carregando uma medalha significou muito para mim, minha família e toda a comunidade do RS. Foi a partir dali que percebemos que o Brasil tem sim potencial para disputar os primeiros lugares em termos de ciência. Embora nosso país não seja modelo de investimentos em educação, nossos estudantes e especialmente os pesquisadores da Liberato, sabem buscar as respostas para os nossos problemas e encontrar soluções. É o famoso “saber se virar” que faz a diferença. Tanto é que fomos convidados a participar do Shop Talk na ISEF 2008, relatando o passo a passo para atingir aquela conquista.

A participação na Intel ISEF 2008, palestrando na Intel Educator Academy foi extremamente relevante para consolidar definitivamente a importância da pesquisa e a aplicação do método científico para um futuro melhor. Na palestra estiveram presentes representantes do mundo inteiro e
percebeu-se muitas dificuldades e quase que uma unanimidade em relação a falta de motivação dos alunos para ingressar na pesquisa científica. Essa motivação deve partir do seio familiar, da base educacional e da sociedade. Precisamos inserir os nossos jovens estudantes ao mundo da pesquisa desde cedo. Neste sentido desenvolvi o projeto “Estudar Vale a Pena?” realizando palestras motivacionais pelo estado do RS, apresentando minhas participações nas feiras de ciência no Brasil e nos EUA, a fim de despertar o interesse nos jovens empreendedores. Todas essas palestras eram gratuitas em apenas em 2007 e 2008 atingimos mais de cinco mil pessoas.

Mesmo que não tenhamos as melhores estruturas, mesmo que seja preciso vencer diversos obstáculos, podemos sim nos destacar no campo da pesquisa. E toda a experiência adquirida num processo de pesquisa científica é válida para o resto da vida. A aplicação do método não serve somente para o projeto de conclusão de curso, mas sim para todo o sempre. No trabalho, na família, na sociedade, em todas as áreas esse conhecimento será o diferencial e fará você se destacar dos outros em conhecimento, experiência e maturidade.

Por isso, sempre defendi e sempre defenderei a realização de feiras de ciências em todas as escolas, incentivando à pesquisa, instigando o método e, dessa forma, garantindo um país melhor. A todos os estudantes, sigam o mundo da pesquisa científica e verão que ao chegarem no mundo do trabalho vocês terão uma bagagem tão valiosa que perceberão que todo o esforço e dedicação valeu a pena.

* Relato integrante do Histórico – MOSTRATEC: Cruzando Fronteiras


Link: https://expressaodigital.liberato.com.br/?p=1740

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mais de 400 gestores públicos prestigiam Seminário de Orientação

Centenas de lideranças da Administração do Estado compareceram ao Hotel Embaixador de Porto Alegre nessa quarta-feira (20) para participar do 5º Seminário de Orientação ao Gestor Público, realizado pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage). Dessa vez, o tema central foi o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), que passou a ser adotado no âmbito estadual neste ano, buscando a modernização, a agilidade e a maior eficiência do processo licitatório.


Já na abertura do evento, o contador e auditor-geral do Estado, Luiz Paulo Freitas Pinto, destacou a complexidade e a relevância do assunto e demonstrou satisfação em perceber que os servidores estão buscando compreender e aplicar procedimentos de aprimoramento da gestão: “O RDC é um tema instigante e novo e nos honra ver que temos um quadro de servidores interessado em buscar melhorias para o Estado”, disse ele. O secretário adjunto da Sefaz, André Paiva, prestigiou o seminário e mencionou a importância do mesmo: “O Seminário da Cage se consolida no calendário e a Cage reforça o seu papel orientador, permitindo que o servidor esteja munido de elementos para levar adiante suas atribuições no dia-a-dia”. Paiva também expressou suas expectativas sobre o RDC: “O RDC está em experimento, como um balão de ensaio, que esperamos que se converta em um novo modelo definitivo de compras”.

O procurador federal Rui Magalhães Piscitelli, um dos maiores especialistas nacionais em RDC, foi quem ministrou a palestra magna. O palestrante já exerceu diversas funções de direção jurídica e atualmente é o coordenador nacional junto à Procuradoria-Geral Federal do Grupo de Trabalho de Convênios e Demais Ajustes da Administração Pública. Ele falou à plateia sobre "O Novo Direito Administrativo e Particularidades do Novo Regime Diferenciado de Contratações Públicas". A exposição subsidiou, na sequência, um debate na presença de Vera Rejane Goulart Gonçalves (Cage), Marlise Fischer Gehres (PGE), Fernanda Nunes (TCE) e Nizani Rita Palha Bonamigo Marquez Torres (CELIC), com espaço para perguntas e respostas sobre as principais dúvidas do público.



Esta iniciativa da Cage começou em 2011. Desde então o seminário tem se repetido semestralmente, sempre buscando distintas abordagens que contribuam para a orientação prévia aos servidores e gestores estaduais. Essa 5ª edição foi alusiva aos 65 anos da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado, celebrados neste ano, e também marcou o lançamento oficial do Newsletter da DEO, que, conforme explicou o contador e auditor-geral do Estado, “é um serviço que a Cage oferece através de uma ferramenta em que as pessoas se cadastram e recebem diariamente informações da administração e gestão estadual”.

quinta-feira, 21 de março de 2013

RDC - A exceção que vira regra

            A gradual adoção do RDC – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – como modelo, em substituição a já desatualizada Lei 8.666/93, a famosa lei das licitações, demonstra que a Administração Pública ruma a um novo momento.
Norteado pelos princípios constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, o RDC surge em decorrência de uma necessidade imediata, a fim de garantir o cumprimento de compromissos assumidos pelo governo, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Investimentos maciços em obras de infra-estrutura e para o ferramental necessário aos eventos, como estádios, quadras, pistas, aeroportos, necessitam de um processo administrativo célere, veloz e eficiente. É com esse intuito que o RDC se consolida.
Percebendo a boa aceitação do novo regime e de sua adequação com o chamado Novo Direito Administrativo, com uma visão contemporânea, o Estado amplia a abrangência do RDC para o SUS e para a Educação. São sinais claros de que o RDC veio para ficar e a Lei 8.666 resta ficar na história e cair em desuso.